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Mostrando postagens de Abril, 2018

Pato

Dor no fígado, estenose hepática na coluna, escoliose no sangue a leucopenia diverticulite miopia astigmatismo febre reumática neutropenia nódulos vários até um indeterminado pé chato gastrite corriqueira alergias asma enfisema pulmonar e assim vou vivendo com uma bomba relógio em mim.




Reflexo

Não julguem comportamento Dentro um poço de emoção que não transborda o contido  Fica sempre mal entendido Desconsertados gestos  Inconsequentes? (Na lama do poço) que não transborda Não afunda  nem lança  Só simula a  calmaria  de quem  a desconhece  bem São apenas crianças dentro de um mundo cão  Gostam das mesma cores O vermelho é a mesma cor do sangue Crescer  Matar Morrer As leis na maioria ignoram a escuridão  Poço de sofrimentos  Pagam todos todos? Morrer Matar Maldito poder
(Pura lama) \o/ 

Estranhamento

andarilhos somos e de maneira a não nos reconhecermos nos caminhos do umbral possível estranhamento intergalaxial com o tempo, as pessoas algumas irreconhecíveis por fora, por dentro ou vice verso o espaço imenso entre o físico e as galáxias, o temporal triste coincidência de não nos reconhecermos estranho tempo disperso entre pessoas onde não há interação apenas vácuo pessoas nascem, morrem, tropeçam nos espaços perdem o visco, a vitalidade e em sua totalidade, o pior: a essência apagam-se as luzes

Viajar

reinventar um canal do tempo rebobinando a alma em reecontros antigos almas raras antiquas rever o resgate através de um mural paredes gastas sobreviventes náufragos agonizantes de tempo perdido no reencontro mergulhar no riso seco rir da dor “uma antiga alegria” espantar-se no que já fora caminhar equilibrando-se em um trôpego gole brinde à morta vida revigorada de tempo em tempo quaisquer rios que valham a pena as galináceas proibidas de saltar na infância boa viagem de quando em quando turbilhão na casa cacos sobreviventes uma viagem meio a maio renova-se a calma em pouco tempo quase junino