3 de set. de 2018

Caixa

entupida de gente
ouço vozes escassas
houve uma superação
em partes das classes
mexer em um livro pronto
tentar entender pessoas
morre na esquina
apropriar se de alguém
descontrolar a si
perde se o caminho
há um labirinto de
de fatos feios
que  revoltam
como escrito final 
perde se o sentido
se  reescrito após parada temporal
tudo certo em tempo presente
força, fé e vapor
passas com lembranças e saudade
de um gosto do verde goiaba 
cheiro de pitanga saliveira
azedume de limão custoso
pimenteira que susta
energia pesada, arre
afeta o tino elétrico
gente que cospe no chão
escorrega liso em cima
se não quebra a perna
 arrota no chão
solta pum e fere a nação?
marmota a carranca 
passa sem doce
acidez de azedume
cheiro fétido da usina
em dias frios
de povos sem prumo
olham se feio
o feio ri dos freios
impostos
torno zelos neles
corre entes críveis
cegueira mental
universo geral
de céu ao aqui
pasta se em geral
verde amarelo e anil
só não vi branquim
ai de mim