20 de abr. de 2019

Joana - Parte I

Carrego os percalços ando sem rumo em um rio sem mar. Um pássaro aparece morto e Joana o enterra. (Ela parece que está longe, longe.)Falta ar, está escuro, não vejo saída nesta terra podre. Vira o relógio que a hora acerta e outro dia recomeça. Finda a noite, o pássaro voa, Joana deixa o cemitério e me permito acordar dessa loucura pensante. O sol que agora brilha fortalece o cheiro de ave molhada, gente morta e um pássaro posto na gaiola. Nada Joana abaixo do precipício. Quase nunca fora permitido viver e voar. Começaram as férias quem sabe, Joana e eu enterraremos um pássaro morto, e eu a faça entender alguma coisa.
voando azul

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