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31.5.18

Joana - em construção.


Carrego os percalços ando sem rumo em um rio sem mar.
Um pássaro aparece morto e Joana o enterra. (Ela parece que está longe, longe.)
Falta ar, está  escuro, não vejo saída nesta terra podre.
Vira o relógio que a hora acerta e outro dia recomeça. Finda a noite, o pássaro voa, Joana deixa o cemitério e me permito acordar dessa loucura pensante. O sol que agora brilha fortalece o cheiro de ave molhada, gente morta e um pássaro posto na gaiola.  Nada Joana abaixo do precipício. Quase nunca fora permitido viver e voar. Começaram as férias quem sabe, Joana e eu enterraremos um pássaro morto, e eu a faça entender alguma coisa. 

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