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3.10.18

"enfisematologia vitidiana"


Tento envelhecer a alma e  não consigo. Quanto mais o tempo marca o físico, mais sinto que rejuvenesço por dentro de mim, em atitudes que agora nem controlo tanto. Permito -me ousar, falo o que penso e  não procuro nem pesar ou medir o que irão pensar, oras bolas.
A antítese se instala e esbarra na ironia. Se amadurecer é ultrapassar valores, prefiro viajar na “irresponsabilidade” de adolescer eternamente.
 Quanto mais o tempo marca, mais descompassa  o contraste dos passos de pés descalços, do tempo que vai em vão, em raríssimas  horas. Andei com sinais de w ifi, refiz uma rede da qual nem pudera sentar, descansara no magnetismo de uma alma que não envelheceu, estabilizara a conexão a Ti.
 A antítese se instala e esbarra na ironia, o físico sem rejuvenescer. 
Se amadurecer é ultrapassar valores, de bolsa que cai não cai, prefiro viajar na inconsequência  de adolescer eternamente, a enxergar vítimas da intolerância corriqueira e mesquinha.
Tem uma tristeza instalada, precisaria partir e nunca mais sentir essa dor. Uma tristeza doída que invade a vida, arrasta a alegria, tira minhas risadas, acaba com meu sorriso,  tira  forças.
Isso tudo é muito ruim,  queria cavar esta dor, jogá-la bem longe para que ela não poluísse nada, não atingisse ninguém feito bomba  desativável sem causar males algum. 
É um vazio depressivo, um cheio inoportuno, uma depressão que vem se instalando, as vezes mascara, mas sempre reaparece.
Aumenta minha necessidade de voar, preciso de ar nesta “enfisematologia vitidiana”, procurei uma vida para esquecer uma dor.
Quero ar em todos os sentidos.


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