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Mostrando postagens de 2018

Corraboramedo

Feito mexer livro pronto azedo pitanga limão tamarindo manga verde escara infecciosa secreção por pura terra molhada pode serra mosquito tamanco de mulher palmatória balanço penhasco de patins penhasco e patins quando Caio escorrendo encantei um passar gol batido no tráfego da ferida venho dos dois passados em qualquer que fosse gamão todos se alistam as passas presos homens soltos e muita gente forte enfim cada no solo da pátria mãe nem tudo soma sonho enxergo parede gélida dores de antemão  sobressalta escorre entre os dedos da mão

Quem

Quem vai me ver em vocês, filhos? (Filhos da pátria) No sorriso, no olhar, em gestos e brigas por justas causas? Quem vai matar a saudade quando ao abraçarem meus filhos e filhas, de todas as pátrias, ao sentir um aperto maior?

Caminhar sem voar

Por medo das pessoas proporcionei um abandono a minha pessoa. Sozinha,  numa tristeza doída não mais encontraria saída não houvesse ter voltados aos meus escritos, a estudar, a conhecer novas pessoas novas. Tomei rumo à liberdade em meio à diferentes pessoas não podendo generalizar nunca em nada, em nenhum sentido. Viva a vida compartilhada,  ao carinho, o companheirismo, o contato,  então sair do buraco, ou da toca, e novamente prosseguir. Há escaladas da vida impossíveis de cumprir sozinha para enxergar o mundo. Consigo caminhar, as vezes ando sozinha com alguma dor, mas sem pesos carregados de venenos que a vida não vivida deixa no coração, arranha a alma, acaba com a derme, destrói tua luz. Agora só lembranças dolorosas, e os tropeços da idade são permitidos, só não se admite não levantar.

Endovenoso

Bolsa, tecnologia, batom e alguma sabedoria high-Tech creem nesta vertente cabe pior na pia que nos acorrenta desde a cria sonhos virtuais e a violência caminha real temos maçã, água tônica, fitness massa cinzenta em escasso conduto tamanho esforço muscular é pouco compreender na labuta diária, na batalha do ganha pão  suor e hipocrisia não caberia outra via vida se não houver nesta lida compreensão, amor, calmaria bom senso julgo equivocado em toda via uma veia gama fatidicamente jugular?

Halloween

Pato logo ia.

Dor no fígado, estenose hepática na coluna, escoliose  no sangue a leucopenia ombros, mão e dedos, tendinite demais "ites" se quase não vê ao longe, miopia se nem  ao menos de perto, astigmatismo  articulações todas doloridas -febre reumática-  sangue ruim, neutropenia nódulos vários até um indeterminado dores nas pernas, pé chato gastrite corriqueira alergias, asma, enfisema pulmonar e assim vou vivendo com uma bomba relógio em mim.

Viso

o QuE sErIa

Raro lido em livro findo que nem rindo mexerico vale a pena no tinteiro derramar. Força caixa entupida de gente, onde ouço vozes escassas,

num abafado estalar de gritos contidos dos que ousam pensar.  Esmagador vácuo onde imaginam que vivem, hora enganam se que submersos pensar existir. Engano de vida, ilhada, que assim sonham viver.  Nesta caixa lotada de gente, meu coração sangra só, como se atolada sufoca-me o entrelaçar de viver, que seria conviver, imóvel morro sufocada pela cegueira alheia, que as correntes de ar hiper ventila, mata a sufocar, desoxigenamento cerebral, amputamento venoso, torrentes de ar, não respiro, apneia, dur mo no escuro, no seio da noite.

NEGRINHA - Monteiro Lobato

"Na emoção sentida durante a leitura do conto “Negrinha”, de Monteiro Lobato, arrastando a dor da personagem que nos faz perceber que, mais do que o trajeto de sua vida até a morte, ainda carregamos na humanidade os preconceitos de antes. Uma leitura é capaz de mudar o mundo. Acreditamos nisso."Josefina Maria.

"NEGRINHA - Monteiro Lobato 
Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta?? Não. Fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados. Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos de vida, vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre farrapos de esteira e panos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças. Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada pelos padres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo no céu. Entaladas as banhas no trono uma cadeira de balanço na sala de jantar, — ali bordava, recebendo as amigas e o vigário, dando audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora, em suma …

O USO DE FERRAMENTA TECNOLÓGICA APLICADA AO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA EM SÉRIES INICIAIS

Rute Vasconcelos Santos Josefina Maria dos Santos Érika Caroline da Silva
Apesar dos avanços tecnológicos, muitas escolas apresentam resistência ao uso de tecnologias aplicadas ao ensino. No que se refere aos smartphones, em especial, essa resistência torna-se ainda maior, posto que muitas instituições proíbem o uso de celulares durante as aulas por considerarem que a ferramenta pode atrapalhar. Contrariando essa concepção, tentamos demonstrar que a tecnologia pode ser uma aliada no processo de ensino-aprendizagem. Para tanto, este trabalho tem como objetivo relatar uma experiência de ensino de língua portuguesa em uma turma do 5º ano do Ensino Fundamental. Para isso, aplicamos uma atividade de revisão ortográfica com o auxílio da plataforma Kahoot. Destaca-se que essa ferramenta tecnológica permite a criação de questionários, em formato de jogo interativo, com conteúdos programáticos relacionados a quaisquer disciplinas. O referencial teórico que fundamenta este estudo está centrado…

Senhor tempo

Que eu possa viver com os limites e o controle de chaves de tempos marcados por minha pessoa que controlar eu possa minha vida e traçar enxergando nas futuras raízes;  bons costumes,  valores decentes  e permitir ver um mundo melhor.  Quão simplesmente melhor possa contornar as chaves e limitar maldades. Tão pouco para grandiosas melhorias. Súbito é o passar do tempo que nunca chega a trazer nada de novo.  Envelhecendo teus ais e ferindo com marcas do tempo.

"enfisematologia vitidiana"

Tento envelhecer a alma e  não consigo. Quanto mais o tempo marca o físico, mais sinto que rejuvenesço por dentro de mim, em atitudes que agora nem controlo tanto. Permito -me ousar, falo o que penso e  não procuro nem pesar ou medir o que irão pensar, oras bolas. A antítese se instala e esbarra na ironia. Se amadurecer é ultrapassar valores, prefiro viajar na “irresponsabilidade” de adolescer eternamente. Quanto mais o tempo marca, mais descompassa  o contraste dos passos de pés descalços, do tempo que vai em vão, em raríssimas  horas. Andei com sinais de w ifi, refiz uma rede da qual nem pudera sentar, descansara no magnetismo de uma alma que não envelheceu, estabilizara a conexão a Ti. A antítese se instala e esbarra na ironia, o físico sem rejuvenescer.  Se amadurecer é ultrapassar valores, de bolsa que cai não cai, prefiro viajar na inconsequência  de adolescer eternamente, a enxergar vítimas da intolerância corriqueira e mesquinha. Tem uma tristeza instalada, precisaria partir e nun…

ABC..J

Inventei um lugar bem bonito, onde posso fingir que existo. Tem gente, pessoas e letras, muitas letras dais quais me permito espreitar. Lá esquece-se tudo que faça mal, que assusta, que poda. Há males em processo de mutação. Pode chegar o escuro, não tenho tempo para pesar medos. Só a ansiedade maldita, ou bendita, avança neste vasto castelo; processos precisos. Cria-se uma máscara de desespero que afeta fantasmas, que foram personagens criados nessa história. As pessoas se assustam com a máscara, pois não sabem que não existe nem feio ou belo, existem cores nos sentimentos ocultos. Mesmo assim, é um lugar enriquecedor. Vale transcorrer essa passagem de luz. Se lá não fiz grandes amigos, não carrego inimigos. Os fantasmas da alma não aparecem; ou não dou conta que lá estejam. Tem uma energia boa, coisa que só em gente isso tem. Quero ficar, e é preciso ir, entretanto tenho esse lugar que prolonga uma chama feliz. Tem o aprendizado desprovido de preconceitos, há em alguns príncipes…

Vida de Maria

O vídeo, vida de Maria, um curta - metragem com direção de Marcio Ramos, retrata a vida do sertão, sem governo que proporcione melhores perspectivas de vida para as pessoas. Precisam trabalhar para sobreviver nesta luta incessante, onde a educação não pode ser prioridade. Seria a vida de todas as Marias, sempre sofrida, com o mesmo trabalho de geração a geração,  sem direito a nada, a não ser a espera da morte neste ciclo. No filme desde a música  que ouvimos ao socar no pilão, temos  o ritmo de uma vida massacrada, com olhar vago no tempo, pois não há futuro, esperanças, nem sonhos. Nesse tempo marcado do descaso passa-se a pensar até quando isso continuará, ou quando poderá surgir um comportamento contrário capaz de gerar mudanças?

Por eusoujosy
       Ruth

Caixa

entupida de gente ouço vozes escassas houve uma superação em partes das classes mexer em um livro pronto tentar entender pessoas
morre na esquina apropriar se de alguém descontrolar a si perde se o caminho há um labirinto de de fatos feios que  revoltam como escrito final  perde se o sentido se  reescrito após parada temporal tudo certo em tempo presente força, fé e vapor passas com lembranças e saudade de um gosto do verde goiaba  cheiro de pitanga saliveira azedume de limão custoso pimenteira que susta energia pesada, arre afeta o tino elétrico gente que cospe no chão escorrega liso em cima se não quebra a perna  arrota no chão solta pum e fere a nação? marmota a carranca  passa sem doce acidez de azedume cheiro fétido da usina em dias frios de povos sem prumo olham se feio o feio ri dos freios impostos torno zelos neles corre entes críveis cegueira mental universo geral de céu ao aqui pasta se em geral verde amarelo e anil só não vi branquim ai de mim

Tribo Tupiniquim

Nasci para viver feito índio, nu em meio à selva, sem pilantragem. Não consigo infiltrar-me as formalidades vigentes, a burocracia impregnada, e a cordialidade cheirando hipocrisia. Queima-se a erva daninha e o cheiro podre de quem mal pode andar entre fraternos. Não nasci para viver nesta selva de pajés ambiciosos, sorrisos entre dentes e carniça do próximo. Tudo o que eu quero é sorrir verdadeiro, enxergar amigos, pessoas sinceras, sem recear pisar falso. Preciso andar nesta mata de abutres, cães e diabos, preciso de um filtro que me de passagem, uma luz que traga a visão, um coração de pedra para não sofrer com este bando de selvagens engravatados. A duras penas: penalidade máxima; viver entre  antropófagos, comendo uns aos outros. Entre cães e ratos, misturam todos, poucos escapam.

As cores

As cores traduzem em tudo um pouco de mim. Das náuseas das asas absurdas, as letras que deito e rolo. Escondo nada do que posso e permito quase nada do dito, aqui escrito.

Engasgo

trago gole cuspido de café sem tomada amargo olhar engolindo desejo seco amarroto sorriso  aliso rugas revistas com alma enternecida trago um rumo   sem rio saboreio não desfruto  abro portas
passo luz  deixo abertas finas frestas visto vergonha engomada de pouca fé no armário   
goma endurecida  vidro via cristal toco troco comprado repasso dinheiro gasto apanho bagagem quebrada  seco fio a fio desentender te a noite passar no trilho liso esperar o fim da via.  Des co nhe cer-te!                     ~~——//\O

O vento

o vento que frag men ta   carrega  tempestade mas proporciona brisa porém nem o  frescor
 nem o singelo vento terá o mesmo peso nada pode ser tal qual por mais que se espere existir ao menos uma barreira um único empecilho mesmo assim valerá viver, sentir, cheirar, amar, permanecer, tentar, tessstar para ter a certeza que viveu
e não obliterou;

Fotos narradas - uso o aplicativo videoshow

Estamos narrando, através de fotos, algumas situações que chamaram nossa atenção na instituição, dentre as quais podemos mencionar tanto a quadra de esportes, que poderia ser coberta para melhor aproveitamento e conservação do espaço, quanto a presença de infiltrações, a falta de portas na maioria dos banheiros, entre outras coisas. Contudo, o que nos preocupa mesmo é a crescente onda de assaltos aos estudantes ao redor deste Instituto. Haja vista a violência urbana, e sua acentuação em detrimento da falta de iluminação e segurança pública, entre outros descasos resultantes de um sistema público decadente. Certamente, a falta de iluminação e de segurança ao redor da instituição contribuem para o aumento na frequência dos assaltos. Anteontem, após roubar o celular de um aluno, um assaltante ameaçou estudantes do IFAL (Instituto Federal de Alagoas) através do aplicativo Whatsapp. Com o celular da vítima, o homem entrou no grupo da turma para avisar que estava aguardando os estudantes na…

Resenha do filme “Escritores da liberdade”

Através da sensibilidade e conhecimento de uma professora ao utilizar métodos inovadores para o ensino, tanto na escrita quanto na leitura direcionada, a narrativa mostra o modo como ocorre a melhoria do aprendizado escolar, do convívio social e do entendimento entre as pessoas. A professora lida com uma turma de alunos que vivem em um contexto social violento e que enfrenta preconceitos diversos (racismo, intolerância religiosa, xenofobia etc). Com métodos de aprendizagem estimulantes e humanizadores, que operam tanto na escrita desses alunos, que contam seus problemas, quanto na abordagem da leitura, os alunos passam a conviver melhor uns com os outros, já que a aprendizagem amplia suas visões de mundo. De Richard LaGravanese, “Escritores da liberdade” (2007) mostra a luta entre gangues formadas por pessoas que possuem vários tipos de preconceitos e a consequente violência crescente em função desses desajustes. Além disso, a falta de autoconfiança por parte dos alunos leva-os a desa…

“Mulheres de Athenas” - comentário.

Análise de “Mulheres de Athenas” (1976), de Chico Buarque e Augusto Boal
Em “Mulheres de Athenas” (1976), composição de Chico Buarque e Augusto Boal, a submissão da mulher ao homem escrita em todos os versos.

“Mirem-se no exemplo...
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Athenas”

Como nos tempos de hoje ainda há mulheres que são submissas, indiferentes às lutas de gênero e feminismo, acredito que a análise da referida música pode trazer uma reflexão importante. A letra da música fala sobre mulheres do lar, sem desejos, que esperam por seus maridos, aceitam traição, não sonham, têm seus medos, são conformadas, não possuem desejos, aceitam sem reclamar e, justamente por isso, secam, ou melhor, morrem de todas as formas, pois não há vida onde não existe liberdade para viver. O machismo e a submissão das mulheres estão presentes em nossa cultura em todos os tempos. A letra trata dessa triste maneira de viver, em plena vida de renúncias por obrigação, aponta…

Resumo do capítulo “Texto, contexto e coerência”, do livro Os sentidos do texto

CAVALCANTE, Mônica Magalhães. Texto, contexto e coerência. In: ______. Os sentidos do texto.  São Paulo: Contexto, 2013. p. 15-42.
RESUMO:A partir do ponto de vista da Linguística Textual, o capítulo“Texto, contexto e coerência”, do livro Os sentidos do texto, de autoria de Mônica Magalhães, discute a importância da coerência para a composição de um texto. Para a autora, um texto é coerente quando atinge uma unidade de sentido ou quando, do texto, é possível depreender uma intenção comunicativa. O capítulo volta a atenção para as diversas concepções de texto e contexto, alémde outros conhecimentos sobre a produção de um texto, que envolve o processo cognitivo social. É sugerida ao leitor uma reflexão sobre sua concepção textual a partir da abordagem dos gênerostextuais notícia e anúncio publicitário. Ambos possuem linguagens com sentido, público específico e uma determinada época. A autora demonstra que na produção de texto é preciso conhecimentos linguísticos e de convívio social e re…

Professora marcante

Em 1970 até 1980,  quando estudei os professores  eram rígidos, bem diferente dos atuais, pois não havia: diálogo, nem motivação. Existia um momento politico repressor, a “ditadura” dos anos 70. Alguns mestres chegavam a agredir atirando algo em cima dos alunos, ou humilhá-los com castigos. Somente ao chegar ao ensino fundamental, chamado na época científico, tive Antonieta como  professora de Literatura responsável pelo meu primeiro contato com os livros, surgindo o gosto pela leitura e literatura. Depois de apresentado esse universo não tinha como não gostar da disciplina e viajar nos livros. Atualmente a comunicação é mais leve, o professor não é um Deus ou autoridade em sala de aula, não está para intimidar, ou somente para passar conhecimento, mas principalmente motivar, promover inclusão social, interação com o aluno, família, comunidade, enfim, há uma troca. O momento politico talvez não seja um dos melhores, mas já é outro  diferente do anteriormente mencionado, até a educação…

Um raio

incompreensão comedida
sensibilidade aflorada
melancolia  estancada 
           (infinda)
realidade transformada rastros de consciência 
espelhos em toda parte
crucificação macerada 
certa reflexão indesejada
        agora um vazio 
      e esta dor não sai
         (can-sa)

Pato

Dor no fígado, estenose hepática na coluna, escoliose no sangue a leucopenia diverticulite miopia astigmatismo febre reumática neutropenia nódulos vários até um indeterminado pé chato gastrite corriqueira alergias asma enfisema pulmonar e assim vou vivendo com uma bomba relógio em mim.




Reflexo

Não julguem comportamento Dentro um poço de emoção que não transborda o contido  Fica sempre mal entendido Desconsertados gestos  Inconsequentes? (Na lama do poço) que não transborda Não afunda  nem lança  Só simula a  calmaria  de quem  a desconhece  bem São apenas crianças dentro de um mundo cão  Gostam das mesma cores O vermelho é a mesma cor do sangue Crescer  Matar Morrer As leis na maioria ignoram a escuridão  Poço de sofrimentos  Pagam todos todos? Morrer Matar Maldito poder
(Pura lama) \o/