17 de set de 2018

ABC..J


Inventei um lugar bem bonito, onde posso fingir que existo. Tem gente, pessoas e letras, muitas letras dais quais me permito espreitar. Lá esquece-se tudo que faça mal, que assusta, que poda. Há males em processo de mutação. Pode chegar o escuro,  não tenho tempo para pesar  medos. Só a  ansiedade maldita, ou bendita, avança neste vasto castelo; processos precisos. Cria-se uma máscara de desespero que afeta fantasmas, que foram personagens criados nessa história. As pessoas se assustam com a máscara, pois não sabem que não existe nem feio ou belo, existem cores nos sentimentos ocultos. Mesmo assim, é um lugar enriquecedor. Vale transcorrer essa passagem de luz. Se lá não fiz grandes amigos,  não carrego inimigos. Os fantasmas da alma não aparecem; ou não dou conta que lá estejam. Tem uma energia boa, coisa que só em gente isso tem. Quero ficar, e é preciso ir, entretanto tenho esse lugar que prolonga uma chama feliz. Tem o aprendizado desprovido de preconceitos, há em alguns príncipes cegos, muitos reis míopes, outros astigmáticos, um mundo manco precisa de muitas letras.

4 de set de 2018

Vida de Maria





O vídeo, vida de Maria, um curta - metragem com direção de Marcio Ramos, retrata a vida do sertão, sem governo que proporcione melhores perspectivas de vida para as pessoas.
Precisam trabalhar para sobreviver nesta luta incessante, onde a educação não pode ser prioridade.
Seria a vida de todas as Marias, sempre sofrida, com o mesmo trabalho de geração a geração,  sem direito a nada, a não ser a espera da morte neste ciclo.
No filme desde a música  que ouvimos ao socar no pilão, temos  o ritmo de uma vida massacrada, com olhar vago no tempo, pois não há futuro, esperanças, nem sonhos.
Nesse tempo marcado do descaso passa-se a pensar até quando isso continuará, ou quando poderá surgir um comportamento contrário capaz de gerar mudanças?


Por eusoujosy
       Ruth

3 de set de 2018

Caixa




entupida de gente
ouço vozes escassas
houve uma superação
em partes das classes
mexer em um livro pronto

tentar entender pessoas

apropriar se de alguém
descontrolar a si
perde se o caminho
há um labirinto de
de fatos feios
que  revoltam
como escrito final 
perde se o sentido
se  reescrito após parada temporal
tudo certo em tempo presente
força, fé e vapor
passas com lembranças e saudade
de um gosto do verde goiaba 
cheiro de pitanga saliveira
azedume de limão custoso
pimenteira que susta
energia pesada, arre
afeta o tino elétrico
gente que cospe no chão

morre na esquina

escorrega liso em cima
se não quebra a perna
 arrota no chão
solta pum e fere a nação?
marmota a carranca 
passa sem doce
acidez de azedume
cheiro fétido da usina
em dias frios
de povos sem prumo
olham se feio
o feio ri dos freios
impostos
torno zelos neles
corre entes críveis
cegueira mental
universo geral
de céu ao aqui
pasta se em geral
verde amarelo e anil
só não vi branquim
ai de mim