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22.6.13

Nem ponto, nem pranto....







Já não mais escrevo tanto como antes,
Já não sinto tudo tão intenso como antes,
Já não vivo como antes, já não sou como fui.
Já não sei como fui ou que poderia ter sido
Pior ainda seria: já não ser quem sou
Já não era quem sou.
Lembrei que nem conto, algum canto, sem pranto. Ponto? Não!!! São só reticencias... 
Já não fui como sou.
Pior ainda seria: já não ser quem eu era.
Tanto quanto quem poderia ter sido
Lembrei que não canto, nem conto, porém não carrego pranto dentro de mim. Pronto? Não!!! Entretanto as mesmas reticencias... 
Lembrei que nem santo, no entanto, porem nem acanto. Pranto? Não! Planto, canto, por enquanto tento tanto quanto canto! São só maledicência de quem nem canta sem encanto de alguns sem acalanto nenhum. 
24 de set de 2012 00:41 em 22 06 2013 

21.4.13

Fragmentação cotidiana.


Um fragmento se une a um caco de mim, sem um "quê" de liga cicatriza a grosso modo. Quem pode ver através do queloide a derme viscosa escondida? Fragmento-me todos os dias, da cicatrização regenero pouco de mim. Resta um novo ser amargo tentando compreender um eu entre outros, agora estranhos, ao meu redor.
O olho que fragmenta registra tudo, mas não recupera o brilho da córnea umedecida.
Há o marco tempo do relógio enlouquecedor. Mas, agora, o que seria de mim, sem ele?!
Notícias contratempo surgem freqüentemente, de que adianta se a córnea que registra, cegara. Cansaço natural, depressão ou encontra-se ligeiramente dopada?! Já fragmentada, sem recuperação, não enxerga, nem vê... Perdeu o brilho da vista que dá cor a vida que tanto acreditou.