26 de jan. de 2021

Acalento

                      

    Queria levar algo que possível  fosse

                      retratar saudade em aprendizado
   uma acolhida querida que agora doía
    de onde não arrastasse quaisquer enganos
              Com olhos abertos e um coração reflito
                       Olhos úmidos revistos em paz contigo 
                     Rasgo o olhar para sanar um  sentido
                     Acalantando o futuro em colo firme
          pés molhados em chão agora rachado
      ressecado de sobras de alguns pesares
       a tristeza pisa na dureza das vidas
           e segue fraco com passos calados 
                ventre adentro ao tempo procura
                                                                               seguir 
arrastas  em acalento

Raros grãos

Feito pedregulho em meio a tantos outros

desagregam em grãos 

No passar do tempo adoecem meio a dureza

de escuras pedras 

Alguns raros grãos unindo - se a outros

contra a força do vento

Tentam impedir uma necrose mental 

Tantos grãos partiram ainda mais 
aos céus 

Outros desfalecem como os pedregulhos
 em átomos 

 invadidos pela ignorância regente da maestria

aos cacos, em pó 

então  vemos a civilização  decompor 
esfarelar
            esvaecer
                       desaparecer

Enquanto alguns grãos lutam insistentemente

apesar do caos

e uma luz que reflete

Podcast:  A obra literária do escritor Graciliano Ramos 

REFLETINDO VIDAS SECAS

https://padlet.com/christianeagra/ssqymyp9ftfgtdjk

23 de mai. de 2019

"História em Quadrinhos (HQ) – One plate"

Nos quadrinhos _One plate_, através dos dois personagens -Richard e Paula - fica nítido no contexto a desigualdade social.

Observa-se a meritocracia, como aborda o autor do livro _Subcidadania Brasileira_, Jessé Souza, que afirma que é pura ignorância acreditar nessa ideia, que é também corroborada pela HQ em questão. 
O homem como resultado do meio em que vive, na maioria das vezes, está inserido em uma sociedade em que há uma classe sem chance de sobrevivência digna. Como professores em formação, precisamos perceber as diferenças sociais e suas causas para conhecer o meio onde vivemos, entendê-lo e/ou transformá-lo, permitindo, através da educação aos estudantes e futuros cidadãos, a consciência crítica necessária para que as diferenças sociais sejam amenizadas. 
Seria injusto afirmar que o fracasso significa que a luta não foi suficiente, pois as condições não são as mesmas para todos. 
É importante acabar com a desigualdade social e com os preconceitos através de uma educação que ilumine mentes a ponto de tirarmos os homens da escravidão onde estamos imersos, a ignorância. Nesta HQ, temos acesso a uma história real e contemporânea onde a maioria das pessoas são como a Paula na vida, funcionando como escravos da injustiça social.






Erika
               Fabrício
                               Daniel
          Josefina
Rute


3 de mai. de 2019

Quase

                                   trago a certeza de que o corpo
                                      precisa voar um pássaro e um canto
                                    um passo, uma queda
                                uma queda e um provável voo
                            há um pássaro e um canto
               assustado em passo e em queda
       esperada queda e o instante
          voo de um provável abismo
           há um pássaro de duras penas
                             várias asas várias
                     quedas voos outras quedas
               duras penas, vagões
            enormes e muitas asas
       há um pássaro e o redescobrir
      e em meio a tantas quedas
      um voo sempre por vir
            por que o medo das asas?
               por que o medo das aves
                 que estão em vocês?
                      por que o medo de voar
                       se é na palavra voo
                        que me encontro?


23 de abr. de 2019

Jabuticabeira













"Jabuticabeira pequenina, quando desabuticabeirarizar-te-ás tu? Eu, pequenina jabuticabeira, desabuticabeirarizar-me-ei quando todas as pequeninas jabuticabeiras desabuticabeirarizar-se-ão!"

Análise: Às lágrimas devotas – Manoel Botelho de Oliveira.



    “Às lágrimas devota” é o soneto de Manoel Botelho de Oliveira, poeta do Barroco, que era brasileiro com nacionalidade portuguesa. Viveu no Barroco, período iniciado através dos jesuítas, no final do século XVI.
    O poeta faz uso de uma linguagem culta, utilizando figuras de linguagem, tais como: metáfora, antítese, características marcantes da época. No Barroco a escrita era dirigida aos aristocratas. Observa-se que no soneto o poeta retrata temas recorrentes à época. Trata-se de um período onde a catequese era para evangelizar os indígenas.
    Vale ressaltar que durante esse período predominou-se a dominação pelo Evangelho. Existia, escravidão, onde ao converter ocasionou uma espécie de apagamento cultural. Sempre em nome de Deus, e da igreja.
Este soneto, do poeta brasileiro, inserido neste mesmo tempo traçam as dores, nas lágrimas mencionadas, em um período onde a igreja exercia grande poder na sociedade. O poeta traz no soneto: Davi, Pedro e Madalena, todos os nomes bíblicos. Uma transformação, onde as “culpas mortais” são águas mortas às lágrimas de dor são águas vivas. Depreende-se que o soneto escrito no século XVII retrata a triste realidade da época.

Érika Caroline
Josefina Maria

20 de abr. de 2019

Maria ninguém

Onde está o peso da culpa
De todas as mortes
em que indiretamente nunca 
participei?!
Na mesquita ou Suzano
 Há um esgoto não exposto 
na guilhotina
A máscara que não esconde
e ninguém quer ver
Uma mente sem limites 
Indigestos, Indefesos, Culposos!
Pedir esmola e negar
Noutro dia ver 
um sangue na calçada escorrer
Da mulher que pedia esmola 
Para viva permanecer
Droga!
De quem mais é a culpa?
Um país que não se arma em flor
Há um broto caído 
ainda estilhaça germinar
Vejo sangue em tons
vermelho vivo e escuro
Capaz de não enxergar como pessoa
Matar a velha vista e só seguir cego
na imposta culpa
própria

"Hiberno"

Voltei a hibernar preferindo ficar só diante tantos fatos acontecidos nos últimos dias. Enxergar e confiar piora constantemente, processo seletivo. Tempos difíceis em nuvem cabulosa. A vida não é fácil, e eu ainda tenho um pouco de menina atrelada a velha ranzinza, só para complicar. Tantos escuros, tantas caras feias mascaradas de falsas. Escaras de um passado vindo. Hiberno sol, solto o sonho enquanto durmo, mas tudo poderia ser bem melhor se não fosse o tal condicionamento de outrora. Novos dias com retorno ao transtorno, permito-me escrever. Hiberno



15 de abr. de 2019

Há males em processo de mutação. Pode chegar o escuro, não há tempo para pesar medos. Só uma ansiedade maldita, ou bendita, avança neste vasto castelo de processos precisos. Cria-se uma máscara de desespero que afeta fantasmas, tolos personagens criados na história. Vale transcorrer essa passagem de luz, onde fantasmas da alma não aparecem; ou não precisa que lá estejam. Quero enfincar, e é preciso mais que o voo, entretanto temos esse lugar que prolonga a chama com boas energias. Tem o aprendizado desprovido de "preconceitos" na maioria. Há alguns príncipes cegos, muitos reis míopes, outros astigmáticos, um mundo manco precisa de letramento mil.







4 de mar. de 2019

voandoazul

Há males em processo de mutação. Pode chegar o escuro, não há tempo para pesar medos. Só uma ansiedade maldita, ou bendita, avança neste vasto castelo de processos precisos. Cria-se uma máscara de desespero que afeta fantasmas, tolos personagens criados na história. Vale transcorrer essa passagem de luz, onde fantasmas da alma não aparecem; ou não precisa que lá estejam. Quero enfincar, e é preciso mais que o voo, entretanto temos esse lugar que prolonga a chama com boas energias. Tem o aprendizado desprovido de "preconceitos" na maioria. Há alguns príncipes cegos, muitos reis míopes, outros astigmáticos, um mundo manco precisa de letramento mil.

18 de dez. de 2018

Corraboramedo

Feito mexer livro pronto azedo pitanga limão tamarindo manga verde escara infecciosa secreção por pura terra molhada pode serra mosquito tamanco de mulher palmatória balanço penhasco de patins penhasco e patins quando Caio escorrendo encantei um passar gol batido no tráfego da ferida venho dos dois passados em qualquer que fosse gamão todos se alistam as passas presos homens soltos e muita gente forte enfim cada no solo da pátria mãe nem tudo soma sonho enxergo parede gélida dores de antemão  sobressalta escorre entre os dedos da mão

Quem

 Quem vai me ver em vocês, filhos? (Filhos da pátria) No sorriso, no olhar, em gestos e brigas por justas causas? Quem vai matar a saudade quando ao abraçarem meus filhos e filhas, de todas as pátrias, ao sentir um aperto maior?

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