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Mostrando postagens de Setembro, 2018

ABC..J

Inventei um lugar bem bonito, onde posso fingir que existo. Tem gente, pessoas e letras, muitas letras dais quais me permito espreitar. Lá esquece-se tudo que faça mal, que assusta, que poda. Há males em processo de mutação. Pode chegar o escuro, não tenho tempo para pesar medos. Só a ansiedade maldita, ou bendita, avança neste vasto castelo; processos precisos. Cria-se uma máscara de desespero que afeta fantasmas, que foram personagens criados nessa história. As pessoas se assustam com a máscara, pois não sabem que não existe nem feio ou belo, existem cores nos sentimentos ocultos. Mesmo assim, é um lugar enriquecedor. Vale transcorrer essa passagem de luz. Se lá não fiz grandes amigos, não carrego inimigos. Os fantasmas da alma não aparecem; ou não dou conta que lá estejam. Tem uma energia boa, coisa que só em gente isso tem. Quero ficar, e é preciso ir, entretanto tenho esse lugar que prolonga uma chama feliz. Tem o aprendizado desprovido de preconceitos, há em alguns príncipes…

Vida de Maria

O vídeo, vida de Maria, um curta - metragem com direção de Marcio Ramos, retrata a vida do sertão, sem governo que proporcione melhores perspectivas de vida para as pessoas. Precisam trabalhar para sobreviver nesta luta incessante, onde a educação não pode ser prioridade. Seria a vida de todas as Marias, sempre sofrida, com o mesmo trabalho de geração a geração,  sem direito a nada, a não ser a espera da morte neste ciclo. No filme desde a música  que ouvimos ao socar no pilão, temos  o ritmo de uma vida massacrada, com olhar vago no tempo, pois não há futuro, esperanças, nem sonhos. Nesse tempo marcado do descaso passa-se a pensar até quando isso continuará, ou quando poderá surgir um comportamento contrário capaz de gerar mudanças?

Por eusoujosy
       Ruth

Caixa

entupida de gente ouço vozes escassas houve uma superação em partes das classes mexer em um livro pronto tentar entender pessoas
morre na esquina apropriar se de alguém descontrolar a si perde se o caminho há um labirinto de de fatos feios que  revoltam como escrito final  perde se o sentido se  reescrito após parada temporal tudo certo em tempo presente força, fé e vapor passas com lembranças e saudade de um gosto do verde goiaba  cheiro de pitanga saliveira azedume de limão custoso pimenteira que susta energia pesada, arre afeta o tino elétrico gente que cospe no chão escorrega liso em cima se não quebra a perna  arrota no chão solta pum e fere a nação? marmota a carranca  passa sem doce acidez de azedume cheiro fétido da usina em dias frios de povos sem prumo olham se feio o feio ri dos freios impostos torno zelos neles corre entes críveis cegueira mental universo geral de céu ao aqui pasta se em geral verde amarelo e anil só não vi branquim ai de mim