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Mostrando postagens de 2019

Leitura performática do "Cordel Memórias de uma ex-estudante de Mariquinha das Alagoas"- Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID)

"História em Quadrinhos (HQ) – One plate"

Nos quadrinhos _One plate_, através dos dois personagens -Richard e Paula - fica nítido no contexto a desigualdade social.
Observa-se a meritocracia, como aborda o autor do livro _Subcidadania Brasileira_, Jessé Souza, que afirma que é pura ignorância acreditar nessa ideia, que é também corroborada pela HQ em questão.  O homem como resultado do meio em que vive, na maioria das vezes, está inserido em uma sociedade em que há uma classe sem chance de sobrevivência digna. Como professores em formação, precisamos perceber as diferenças sociais e suas causas para conhecer o meio onde vivemos, entendê-lo e/ou transformá-lo, permitindo, através da educação aos estudantes e futuros cidadãos, a consciência crítica necessária para que as diferenças sociais sejam amenizadas.  Seria injusto afirmar que o fracasso significa que a luta não foi suficiente, pois as condições não são as mesmas para todos.  É importante acabar com a desigualdade social e com os preconceitos através de uma educação que ilum…

Quase

trago a certeza de que o corpo                                       precisa voar um pássaro e um canto um passo, uma queda                                 uma queda e um provável voo                             há um pássaro e um canto                assustado em passo e em queda        esperada queda e o instante voo de um provável abismo            há um pássaro de duras penas                              várias asas várias                      quedas voos outras quedas                duras penas, vagões             enormes e muitas asas        há um pássaro e o redescobrir       e em meio a tantas quedas       um voo sempre por vir             por que o medo das asas?                por que o medo das aves                  que estão em vocês?                       por que o medo de voar                        se é na palavra voo                         que me encontro?


Jabuticabeira

"Jabuticabeira pequenina, quando desabuticabeirarizar-te-ás tu? Eu, pequenina jabuticabeira, desabuticabeirarizar-me-ei quando todas as pequeninas jabuticabeiras desabuticabeirarizar-se-ão!"

Análise: Às lágrimas devotas – Manoel Botelho de Oliveira.

“Às lágrimas devota” é o soneto de Manoel Botelho de Oliveira, poeta do Barroco, que era brasileiro com nacionalidade portuguesa. Viveu no Barroco, período iniciado através dos jesuítas, no final do século XVI.     O poeta faz uso de uma linguagem culta, utilizando figuras de linguagem, tais como: metáfora, antítese, características marcantes da época. No Barroco a escrita era dirigida aos aristocratas. Observa-se que no soneto o poeta retrata temas recorrentes à época. Trata-se de um período onde a catequese era para evangelizar os indígenas.     Vale ressaltar que durante esse período predominou-se a dominação pelo Evangelho. Existia, escravidão, onde ao converter ocasionou uma espécie de apagamento cultural. Sempre em nome de Deus, e da igreja. Este soneto, do poeta brasileiro, inserido neste mesmo tempo traçam as dores, nas lágrimas mencionadas, em um período onde a igreja exercia grande poder na sociedade. O poeta traz no soneto: Davi, Pedro e Madalena, todos os nomes bíblicos. Um…

Maria ninguém

Onde está o peso da culpa De todas as mortes em que indiretamente nunca  participei?! Na mesquita ou Suzano  Há um esgoto não exposto  na guilhotina A máscara que não esconde e ninguém quer ver Uma mente sem limites  Indigestos, Indefesos, Culposos! Pedir esmola e negar Noutro dia ver  um sangue na calçada escorrer Da mulher que pedia esmola  Para viva permanecer
Droga!
De quem mais é a culpa? Um país que não se arma em flor Há um broto caído  ainda estilhaça germinar
Vejo sangue em tons
vermelho vivo e escuro
Capaz de não enxergar como pessoa
Matar a velha vista e só seguir cego
na imposta culpa
própria

"Hiberno"

Voltei a hibernar preferindo ficar só diante tantos fatos acontecidos nos últimos dias. Enxergar e confiar piora constantemente, processo seletivo. Tempos difíceis em nuvem cabulosa. A vida não é fácil, e eu ainda tenho um pouco de menina atrelada a velha ranzinza, só para complicar. Tantos escuros, tantas caras feias mascaradas de falsas. Escaras de um passado vindo. Hiberno sol, solto o sonho enquanto durmo, mas tudo poderia ser bem melhor se não fosse o tal condicionamento de outrora. Novos dias com retorno ao transtorno, permito-me escrever. Hiberno


Há males em processo de mutação. Pode chegar o escuro, não há tempo para pesar medos. Só uma ansiedade maldita, ou bendita, avança neste vasto castelo de processos precisos. Cria-se uma máscara de desespero que afeta fantasmas, tolos personagens criados na história. Vale transcorrer essa passagem de luz, onde fantasmas da alma não aparecem; ou não precisa que lá estejam. Quero enfincar, e é preciso mais que o voo, entretanto temos esse lugar que prolonga a chama com boas energias. Tem o aprendizado desprovido de "preconceitos" na maioria. Há alguns príncipes cegos, muitos reis míopes, outros astigmáticos, um mundo manco precisa de letramento mil.






voandoazul

Há males em processo de mutação. Pode chegar o escuro, não há tempo para pesar medos. Só uma ansiedade maldita, ou bendita, avança neste vasto castelo de processos precisos. Cria-se uma máscara de desespero que afeta fantasmas, tolos personagens criados na história. Vale transcorrer essa passagem de luz, onde fantasmas da alma não aparecem; ou não precisa que lá estejam. Quero enfincar, e é preciso mais que o voo, entretanto temos esse lugar que prolonga a chama com boas energias. Tem o aprendizado desprovido de "preconceitos" na maioria. Há alguns príncipes cegos, muitos reis míopes, outros astigmáticos, um mundo manco precisa de letramento mil.