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21.1.12

Dona Celsa!

Arrasto uma saudade dolorida e forte.
-quase morta-
Tornando mais viva a sua presença.
-após a morte-
Carrego sua ausência no tempo vago.
-imperceptivelmente-
Trago viva todas as suas lembranças.
-constantemente-
Em gestos, frases, aprendizado herdado.
-inconscientemente-
Orgulho e lamentações misturam-se-
-inutilmente-
Preciso muito tudo isto ainda sentir.
incondicionalmente
Porque mais viva é a tua presença aqui.
insistentemente
Hoje apesar da matéria decomposta.
inevitavelmente
tudo que restou é tão forte em mim.
Que tem algo de paz, que traz algo de dor.
porém acalentador
Chamo-te sempre que preciso.
insegurança
de maneira igual ecoava aos meus ouvidos.
“ -Mãee? Ô mãeee!”
Preocupa-me, se também possas precisar.
reciprocamente-
Mistérios cercam esse abismo de ciência
-após morte-
Como ser desprendido de valor material.
Creio que deva ter muita luz por onde andas.
Ao mesmo tempo que indago a injusta vida térrea.
Mas que lá haja justiça divina.
Ainda creio no Deus que me ensinasse.
-respeitar-
Que falta nas pessoas perturbadas.
E repasso o mesmo amor que recebi.
para a sua continuidade.
Certeza só tenho da saudade apertada.
e a saudade mais viva que tenho te ti.
Ah! Se houve dúvidas sobre minha gestação
tenho certeza que a cada dia pareço mais contigo.
Mãe!