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21.4.13

Fragmentação cotidiana.


Um fragmento se une a um caco de mim, sem um "quê" de liga cicatriza a grosso modo. Quem pode ver através do queloide a derme viscosa escondida? Fragmento-me todos os dias, da cicatrização regenero pouco de mim. Resta um novo ser amargo tentando compreender um eu entre outros, agora estranhos, ao meu redor.
O olho que fragmenta registra tudo, mas não recupera o brilho da córnea umedecida.
Há o marco tempo do relógio enlouquecedor. Mas, agora, o que seria de mim, sem ele?!
Notícias contratempo surgem freqüentemente, de que adianta se a córnea que registra, cegara. Cansaço natural, depressão ou encontra-se ligeiramente dopada?! Já fragmentada, sem recuperação, não enxerga, nem vê... Perdeu o brilho da vista que dá cor a vida que tanto acreditou.