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30.4.18

Pato


Dor no fígado, estenose hepática
na coluna, escoliose
no sangue a leucopenia
diverticulite
miopia
astigmatismo
febre reumática
neutropenia
nódulos vários
até um indeterminado
pé chato
gastrite corriqueira
alergias
asma
enfisema pulmonar
e assim vou vivendo com uma bomba
relógio em mim.




18.4.18

Reflexo

Não julguem comportamento
Dentro um poço de emoção que não transborda
o contido 
Fica sempre mal entendido
Desconsertados gestos 
Inconsequentes?
(Na lama do poço)
que não transborda
Não afunda 
nem lança 
Só simula a 
calmaria 
de quem 
a
desconhece 
bem
São apenas crianças dentro de um mundo cão 
Gostam das mesma cores
O vermelho é a mesma cor do sangue
Crescer 
Matar
Morrer
As leis na maioria ignoram a escuridão 
Poço de sofrimentos 
Pagam todos
todos?
Morrer
Matar
Maldito poder

(Pura lama)
\o/ 

10.4.18

Estranhamento




andarilhos somos e de maneira a não
nos reconhecermos nos caminhos do umbral
possível estranhamento intergalaxial
com o tempo, as pessoas
algumas irreconhecíveis por fora, por dentro ou vice verso
o espaço imenso entre o físico e as galáxias, o temporal
triste coincidência de não nos reconhecermos
estranho tempo disperso entre pessoas
onde não há interação
apenas vácuo
pessoas nascem, morrem, tropeçam nos espaços
perdem o visco, a vitalidade
e em sua totalidade, o pior: a essência
apagam-se as luzes

Viajar



reinventar um canal do tempo
rebobinando a alma
em reecontros antigos
almas raras
antiquas
rever o resgate através
de um mural
paredes gastas
sobreviventes náufragos
agonizantes de tempo
perdido
no reencontro
mergulhar no riso
seco
rir da dor
“uma antiga alegria”
espantar-se no que já fora
caminhar equilibrando-se em
um trôpego gole
brinde à morta vida
revigorada
de tempo em tempo
quaisquer rios que
valham a pena
as galináceas proibidas
de saltar na infância
boa viagem de quando em quando
turbilhão
na casa cacos
sobreviventes
uma viagem meio a maio
renova-se a calma
em pouco tempo
quase junino