UM PODEROSO VÍRUS - CONTO




"A desgraça não chegou em forma de um lobo", mas de​ um poderoso vírus. Nenhum animal sabia que o estoque de vacina havia se esgotado. O primeiro porco, que não era burro, nem nada, antenado com as datas de vacinação preparado estava.
O segundo porco que também não era burro, estava mais para uma anta psicodélica, só se preveniu com uma das três doses. A anta completa do terceiro porco nunca se preocupou em procurar nada para se cuidar, certamente desconhecia a palavra prevenção. O rei da floresta ecoou com seu poder entre a maior parte das jabuticabeiras, imagine, e​ houve novamente corte nos gastos públicos. Assim não se saberia informar quando haveria reposição da tal vacina. O terceiro, ​bocejando disse: de que adiantaria a trabalheira de minha vida para ter construído uma melhor casinha, bah! Morreu conformado, o coitado. Os animais ouvem Bob Marley e se entopem de jabuticabas.

O VENTO


               



O vento


O vento que fragmenta
também proporciona brisa.
O mesmo vento que traz
tempestade
proporciona brisa.

Nem a mesma brisa,
nem o mesmo vento.
  Nada terá o mesmo peso.
Nada pode ser tal qual.
 Por mais que se queira,
existirá ao menos
uma barreira,
um único empecilho.

Mesmo assim, valerá:
viver, sentir, cheirar,
amar, permanecer,
tentar, tessstar —

para ter a certeza
de que viveu,
e não
obliterou.












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